- Jornalismo
- 9 de julho de 2025
Vereadores de Londrina votam PL de acúmulo de salários de secretários
Votação acontece em sessão extraordinária na Câmara Municipal.

Em sessão extraordinária marcada para as 14 horas desta quarta-feira (9), a Câmara Municipal de Londrina (CML) votará em primeiro turno o projeto de lei (PL) nº 204/2025, protocolado ontem (8) pelo prefeito Tiago Amaral (PSD). A proposta altera as regras de remuneração de servidores ocupantes de cargo em comissão em Londrina, como os secretários municipais, permitindo que recebam o salário do cargo efetivo e um adicional de até 90% do valor do subsídio do cargo comissionado, proposta que tem sido chamada de ‘Projeto dos super salários’.
O texto traz mudanças em relação à primeira matéria a tratar do tema, o PL nº 52/2025. Segundo o prefeito, o objetivo é blindar o Município de custos com encargos relacionados ao cargo efetivo do servidor cedido. O PL nº 204/2025 precisa de 13 dos 19 votos para ser aprovado.
O projeto modifica o Artigo 56 do Estatuto dos Servidores Municipais (lei 4.928/1992), permitindo que servidores efetivos (municipais, estaduais ou federais) ocupantes de cargos comissionados em Londrina optem entre: receber o subsídio integral do cargo comissionado; ou manter a remuneração do cargo efetivo com um adicional de até 90% do subsídio como comissionados. O tema era tratado originalmente pelo PL 52/2025, que acabou aprovado em primeiro turno sem o trecho relacionado à remuneração dos comissionados.

O projeto atual traz modificações em relação ao que previa o PL 52/2025, incluindo valor máximo de remuneração e proteção contra duplo custeio. Conforme o novo texto, o acréscimo de até 90% deverá respeitar o teto constitucional do cargo de origem. Em Londrina, o teto é o subsídio do prefeito, atualmente em R$ 25.362,91. Já os vencimentos dos servidores estaduais têm como limite o valor recebido pelo governador: R$ 33.763,00. Para servidores estaduais ou federais, o acréscimo só será pago se a remuneração base for custeada pelo governo cedente e estiver prevista em seu estatuto, eliminando o risco de Londrina subsidiar outras esferas.
Na justificativa do projeto de lei, Tiago Amaral defende que as regras atrairão profissionais experientes de outros entes sem ônus para o município, além de valorizar os servidores locais com remuneração mais atrativa. Segundo o Executivo, o texto também atende recomendação da 26ª Promotoria de Justiça, que exige lei específica para validar o modelo.
Redação Tem Londrina com CML