- Jornalismo
- 5 de outubro de 2022
Vídeos de Bolsonaro na maçonaria viralizam na internet
As imagens chegaram a irritar eleitores cristãos do atual presidente.

Nesta semana, fotos e vídeos do presidente Jair Bolsonaro (PL) participando de eventos em reuniões maçônica começaram a circular nas redes sociais. As expressões ‘Maçonaria’, ‘Decepção’, ‘Bolsonaro satanista’, ‘Traidor’, entre outras, estão entre os assuntos mais comentados no Twitter. As imagens divulgadas não possuem data confirmada.
O compartilhamento dos vídeos, poderia afetar de alguma forma a campanha do atual presidente que caminha para o segundo turno da eleição, e tem como base o voto de cristãos. Com as revelações, os críticos do mandatário começaram a encaminhar as fotos e vídeos aos eleitores tradicionais de Bolsonaro, já que frequentar lojas maçônicas ou “associações secretas” é proibido pela Igreja Católica.
Já os evangélicos também não aceitam com bons olhos tanto a participação de seus membros na maçonaria ou associações ocultas. Nas redes sociais, diversos religiosos protestantes se manifestaram e demonstração irritação com o atual presidente. Imagens da primeira-dama Michelle Bolsonaro — participando do casamento da deputada Carla Zambelli —, além dos filhos, e também do vice-presidente Amilton Mourão (PRTB) dentro de espaços maçônicos viralizaram nas redes sociais.
Dois artigos do código canônico católico se referem a essa questão:
Cân. 684: “Os fiéis fugirão das associações secretas, condenadas, sediciosas, suspeitas ou que procuram subtrair-se à legítima vigilância da Igreja”.
Cân. 2333: “Os que dão seu próprio nome à seita maçônica ou a outras associações do mesmo gênero, que maquinam contra a Igreja ou contra os legítimos poderes civis, incorrem ipso facto na excomunhão simplicitária reservada à Sé Apostólica”.
Durante sua fala na principal gravação, Bolsonaro alerta para um “perigo ideológico” e afirma que é preciso “fugir da política tradicional”. As imagens foram extraídas de um vídeo mais longo.
Redação Tem Londrina